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Ressucitar os sentidos

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Tumulo”Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado”  (Jo 20,27)

 

Estamos vivendo uma cultura profundamente desconectada do sensitivo. Os sentidos estão ficando atrofiados e nos lançamos desesperadamente em busca de compensações virtuais. Nossos medos estão impossibilitando os sentidos de ocuparem o lugar que lhes corresponde em nossos comportamentos e atitudes.

 

 

É preciso “ressuscitar os sentidos” para que encontrem seu lugar insubstituível na experiência de fé. E só podemos descobrir o “lugar e o sentido” dos sentidos através do confronto com a “sensibilidade de Jesus”. Educar nossa sensibilidade “ao estilo de Jesus” implica empapar-nos de sua forma de ser e de sentir, de vibrar com tudo aquilo que lhe fazia vibrar, de rejeitar tudo aquilo que Ele rejeitava, e assim reagir frente à realidade e às pessoas do mesmo modo que Ele reagia.

 

 “Ressuscitar os sentidos” significa harmonizá-los com a presença do Espírito, torná-los silenciosos, despojados diante d’Aquele que é. Quando falamos em “cristificar a sensibilidade”, apontamos diretamente a um “plus de humanidade” que “sai de dentro” e permite que os cinco sentidos não se limitem somente a ver, ouvir, gostar e tocar – que podem ser respostas só mecânicas -, senão que aprendem; além disso, a “olhar, escutar, saborear, acariciar e beijar”.

 

Nascemos com olhos, mas não com o olhar; temos, sim, ouvidos, mas não sabemos escutar; podemos cheirar e gostar das coisas, mas nem sempre somos capazes de desfrutar e saborear a vida. Tocamos e abraçamos os outros, mas quantas vezes nossos “toques” não chegam a ser “carícia”?

 

 

Texto bíblicoJoão 20,19-31

 

Na oração: Após sua ressurreição, Jesus só permite que se toquem suas feridas. A questão é esta: onde estão hoje as feridas de Jesus? Ou dito de outra maneira: onde Jesus põe hoje seu coração? Jesus põe seu coração em suas feridas que permanecem abertas neste mundo: os pobres, os doentes, os excluídos, os violentados... É ali onde devemos pôr a mão se quisermos encontrar o coração de Jesus.

 


 

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